Love Your Body Day

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Lizzie Miller

Eu não sou muita adepta às blogagens coletivas.

Várias vezes me programo para escrever algo, faço um rascunho mas na hora de publicar acho que sempre poderia ter feito melhor e acabo desistindo.

Hoje, é o LOVE YOR BODY DAY (Dia de amar o seu corpo), e várias blogueiras estão engajadas em passar adiante a idéia das mulheres se aceitarem como elas são.

Um post maravilhoso está no blog da Patrícia, vale ler.

Desde que me conheço por mulher, vivo numa constante batalha contra a balança. Seja por estética, seja por cobrança ou por mim mesma. Já fiz dietas malucas, dietas-relâmpago, tomei ‘bolinhas’, enfim, já fiz de tudo, emagrecia, ficava quase magérrima e depois de um certo tempo, por descuido e ajuda de uma tireóide preguiçosa, voltava a recuperar peso.

Moro numa cidade em que o culto ao corpo chega a ser exagerado. Onde existem lugares na praia para os ‘perfeitos e sarados’ em que, pessoas não tão priviliegiadas ou em forma, recebem olhares como se fossem ETs. Meninas de 13, 14 anos já frequentam academia, nutricionistas e algumas já fazem até lipos ou injetam silicone em bumbuns e panturrilhas.

Mais uma vez me perdi na linha de raciocínio, mas gostaria de comentar sobre a revista Glamour, que, numa de suas edições, colocou a foto de uma modelo com barriguinha (humana, diga-se passagem) e as leitoras da revista se dividiram entre apoiar a iniciativa da revista e a repulsa, indignadas com a figura de uma mulher normal, ilustrando uma matéria.

Sou mãe de uma menina, neta de alemães e, já com 3 aninhos, ela apresenta o biotipo grandão. Ela não é gorda, longe disso, mas é grandinha, ‘pesada’. E isso me preocupa, pois também sempre fui grandona e, olhando para trás, várias vezes que resolvi fazer dieta para emagrecer, era porque me olhava no espelho e sempre me via (e ainda me vejo) como uma mulher gorda, mesmo não estando e, não quero isso para a minha filha.

Mas também não sei como evitar.

Quem disse que seria fácil?

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9 comentários sobre “Love Your Body Day

  1. Chris, seu post é quase a minha história, trocando que no momento estou gorda, rs! E o pior disso tudo é que não me incomoda estar gorda, o que me incomoda de verdade, são as pessoas se incomodarem com a minha gordura, e não são desconhecidos não, pq esses, eu ignoro, estou falando de amigas, parentes, que me olham de uma maneira tão obscena, eu acho que seria a palavra correta.

    Acompanho horrorizada a saga de uma sobrinha postiça de 13 anos, que sofre terrivelmente com uma mãe que vive chamando a menina de gorda e obrigando a pequena a dietas e exercícios loucos!!! Tenho uma cunhada psicótica com o próprio corpo, que é gordo, mas além de não aceitá-lo assim, vive criticando pessoas gordas…

    Recentemente, meu filho de 3 anos, depois de uns dias mais próximos delas, virou para mim ao colocar a blusa e disse que não queria aquela, por que ela o engordava!!!! Imagine, o barraco que aprontei em cima das duas?! kkkkkkkkkkkk

  2. Chris,
    Adorei o post. E acho que não há solução mágica para isto. Porque todas nós, em maior ou menor proporção somos afetadas pelo padrão de beleza da sociedade atual (eu digo sociedade, porque a reação à foto da revista que você citou mostra bem que nós, a média das pessoas, queremos que mulheres de revista sejam magras).

    O nosso papel é mostrar às nossas filhas que ter uma fisionomia próxima do padrão de beleza pode ser legal, trazer algumas alegrias, mas que está longe de ser a única possibilidade de alegria na vida. Não é sequer a única forma de beleza possível, quanto mais única fonte de alegria.

    No mais, é torcer para que elas sofram o menos possível por conta disto.
    Bjão

  3. tb me sinto assim pq tb descendo de alemães – então grandona e ainda tenho as formas italianas , ou seja quadril largo , já faz algum tempo que resolvi que sou grande e que a dieta é só pra ficar bem e não magra , pq não faz parte de mim ser assim, bj

  4. Amiga, acho que a questão é móito mais profunda…
    Nós, as “grandes”, “fortes”, “fofas”… estamos re-al-men-te satisfeitas conosco?
    Uma coisa é ser grande… o que NÓS somos. Outra, é deixar mascarada, uma gulodice, preguicite, sei-lá-o-que-ice, atrás do nosso biotipo.
    Acho que o mais importante mesmo, é passar pra Ciça, que o legal é estar em sintonia com o próprio corpo!
    Aí é que mora o problema… será que nós… mães, tias (no meu caso), primas, irmãs… Passamos o que devemos: coma bem! Exercite-se! Mexa-se!… e assim conseguirás ser amada!
    Será que cozinhamos direito? Pensamos magro? Ou melhor ainda: pensamos saudável?
    Eu sou grande… mas estou longe de ser gorda! Isso sem a neura das dietas, pois há tempos superei essa fase.
    Hoje me dou o direito ao prazer… não à gula.
    E tô longe do peso perfeito da mídia. Essa? Ah… quero que … sei lá… fique longe de mim!
    Vamos lá Cris! Te conheço… Mergulhe de cabeça no mundo das receitas magras, mas gostosas. De baixo colesterol. De zero gordura… E logo, logo estarás mais leve….
    Magra? Você? Eu? Ah… só … mortas!!! Hehehehe
    O legal é ser amada assim como somos.
    E somos, não é?
    Fique bem.
    Te amo.

  5. Chris, a mídia e a moda são crueis demais com quem não tem corpo de Barbie… E alguém tem corpo de Barbie?rs – Eu já fiz dietas – não muito malucas – mas sempre acabei cansando. Fácil não é, mas também não adianta entrar em guerra com o corpo; assim ele, mente e coração saem em pedaços! Beijos, linda!

  6. Eu li uns comentários sobre essa foto num site que estava debatendo o assunto. Fiquei meio horrorizada. Se eles demonstraram tanto nojo por uma moça que, sinceramente, não é obesa, imagina o que não pensam de quem está realmente acima do peso? Não vou ser hipócrita e dizer que gordura não me incomoda. Mas é o MEU peso que incomoda. Não vou sacudir dedos na cara dos outros. Acho que gordura só deve ser um problema desde que afete o bem estar físico ou psicológico de alguém. Me sinto mal acima do peso, e por enquanto tô achando que vale a pena ficar sem batata frita e vinho durante a semana pra caber nas minhas roupas sem precisar comprar outras. Mas, como sou bastante volátil, isso pode mudar (provavelmente irá, com as comidas natalinas, haha). O mundo nunca vai ser 100 por cento magro, e o pessoal já devia ter reconhecido isso.

  7. Oi Chris!
    eu nunca tive muita neura com o corpo, por sempre ter sido mais magra mesmo, mas de uns anos pra cá é claro que as mudanças no corpo vão se tornando evidentes, a flacidez, as “ancas” se alargando, enfim, somente agora comecei a me preocupar mais com isso. De toda forma é importante se cuidar, mas sem obsessão!!
    Beijos,
    Flávia.

  8. chris querida saudades, ando tão sem saco e tempo pros posts…
    mas vamos lá, tbem tenho a sensação que o tempo está voando. este ano foi mega super voando, nem a vi a cor. mas to achando até bom, pois meu início de ano foi tão ruim que até agora faço força para esquecer. mas vamos em frente que 2010 será tudo de bom.

    qto a questão do corpo. tbem sou da turma das grandonas, avós italianos e alemães, na minha família só tem mulherão e todas nós somos bem fornidas de coxão e peitão.
    nos meus momentos de magreza fui feliz, assim como agora num momento de gordeza. Porém, estou no meu limite e preciso perder peso com urgência, pois estou me sentido bem desconfortável, além de ter perdido 70% das minhas roupas, num dá né. não tenho condições financeiras de ser gorda manja? preciso recuperar minhas antigas roupas de magra, quando ficava feliz em uma calça 44, 42…. ah, bons tempos. falo magra, mas sem exageros, dentro dos limites aceitáveis de uma pessoa normal, pois não tenho pretensão de ser top model, tá. magra, mas gostosa que quem gosta de osso é cachorro!
    bjosssss pra vces, nono

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