Férias em casa…

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Divos dormindo

Depois de um mês super complicado (com visitas e Copa do Mundo ao mesmo tempo) finalmente a Ciça entrou de férias e fomos para o Brasil. Os destinos: Rio, Fortaleza e Brasília.

Dias de relaxo, de rever amigos, de abraçar e beijar familiares, de matar as saudades…

Primeiro destino, Rio. Chegamos no domingo 13/07, final da Copa entre Alemanha e Argentina. Pegamos um vôo as 6:45 da manhã, lotado de hermanos mal-educados, fanfarrões, chatos para cacete. Chegamos, fomos direto pra casa de mommys, assitir Die Weltmeister conquistar sua 4a estrela – mais que merecida, diga-se de passagem.

Foram apenas quatro dias, mas super intensos, encontramos amigos de longa data e, provamos que algumas amizades são sim, para se guardar para sempre. Amizades sem cobranças, sem chiliques, sem aquela sensação de fazer muito tempo desde que nos vimos pela última vez.

Em seguida, fomos para Fortaleza, matar as saudades da terrinha de marido… Dias de (muito) sol, praia, comida e muito agito. Mamãe e marido se juntaram a gente e, foi uma delícia! Mais uma vez, encontramos alguns amigos queridos, fofocamos, rimos, e, “lo pasamos súper”!

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Vidinha “marromenos”, viu…

 

 

 

Depois de uma semana em Fortaleza, e fomos para o Planalto Central… Engraçado, mas eu sentia muito mais falta de Brasília que do Rio, ou de Fortaleza. Saudades, não naquele sentido dolorido, triste, mas uma nostalgia gostosa, de ter a certeza de um dia voltar pra lá.

Também foram quatro dias super intenso (azamigas que o digam), mas muito maravilhosos!!!

Logo de cara, uma festa mexicana à base de drinques coloridos e uma decoração profissa e linda. Depois almoço na casa de amiga,  reuniãozinha na casa de outra, dia de festa com churrasco e mais amigos, festinha e almoço no domingo, em um de meus restaurantes favoritos de todo o mundo. Haja fôlego e, calorias para queimar.  😉

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Amigos queridos, para os quais o tempo não passa, não afeta a amizade, não deixa a distância abala-la.

De volta ao Rio, desta vez por mais uma semana… Amore regressou ao Chile e aproveitei os dias para curtir família, abraçar e beijar tio, tia, tio-avós, mais amigos e até uma reunião de 10 anos de faculdade. Descansar é para os fracos!!!

Nem posso dizer que tudo o que é bom dura pouco, pois essas loongas férias foram MUITO disfrutadas e, eu já estava com saudades de casa.

Chegamos em casa no domingo de noitinha, LAN extraviou uma mala, a devolveu intacta na segunda à noite e hoje, nevou!

Posso descansar agora?

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Hoje foi dia de RISOTTOOOOO!!!

ImageFriozinho, aspargos fresquinhos (mais uma coisa deliciosa do Chile, sempre tem aspargos fresquinhos no mercado. Tanto do branquinho quanto do verde), um pedaço de queijo de cabra “dando mole” na geladeira e… Vamos fazer um risotto?

Risotto de aspargos, queijo de cabra e amêndoas

Para duas pessoas usei:

Duas xícaras de arroz carnaroli
Meio maço de aspargos verdes (cerca de 6 talos inteiros, picados)
150g de queijo de cabra 
1/2 taça de vinho branco
1,5l de caldo de legumes (usei dois cubinhos para 1l de água)
Cebola picadinha à gosto
2 colheres de manteiga
Um punhado de amêndoas laminadas

O modus operandi é o de sempre… 

Enquanto fervia a água para dissolver os cubinhos de caldo de legumes, esquentei a cebola na manteiga até ficar transparente e fritei o arroz carnaroli. Cubri o arroz com o vinho branco e deixei absorver por completo.

Em fogo baixo, aos poucos foi adicionando o caldo, até que cobrisse o arroz e repeti até o arroz começar a soltar amido. Neste ponto adicionei os aspargos e a metade do queijo, cortado em cubinhos.

Mais caldo, até o que o arroz ficasse al dente, adicionei a manteiga, o resto do queijo e dei aquela mexida, para incorporar tudo.

Na hora de servir, adicionei umas amendoas fatiadas que estavam dando sopa e, voilá, ficou bom demais!!!

 

=D

 

Há atividade na cozinha II *Batatas do sul do Chile*

ImageUma das coisas mais legais em morar num outro país é ter acesso a uma diversidade de produtos que nem sequer imaginávamos que existiam! Temperos, frutas, legumes, sem mencionar os pratos típicos, claro.

Aqui no Chile, digo que cada ida ao mercado é uma experiência distinta.

Ainda não tive saco de ir à Vega (mercado central onde se reúnem feirantes do Chile, Perú e norte da Argentina) onde, dizem, é possível encontrar de tudo um pouco.  😉

Mas, uma ida à vendinha local, ou a um bom supermercado já apresenta muitas novidades!

Dessa vez resolví experimentar as batatas do sul do Chile.

Bom, aparências à parte, elas são uma delícia!

Comprei 3 (achei que eram 4, mas no fim duas eram da mesma “raça”. Overa, Michuñe negra e michuñe roja.

Cozinhei as três, com um pouquinho de sal, e vamos ao veredicto rsss

Michuñe Roja – por fora lembra a batata doce, casca rosada, tem o sabor levemente adocicado, mas a consistência aguada. É a mais usada aqui para fazer doces e servir em saladas, cozidas. Não me agradou muito, não, ainda prefiro a camote, ou batata-doce tradicional.

Michuñe Negra – Na boa, uma das coisas mais feias que já ví na vida. Mesmo. A Ciça disse que parece cocô e, na boa, não dá para discordar, não. Mas… Acabou se tornando a minha favorita das três! Seu sabor lembra alcachofra, mas com textura de batata inglesa. Quando se corta, é algo indescritível, pois é toda amarela pintada de roxo e, quando cozida, fica toda roxa, ou seja, não rola de servir um purê de batatas roxas, please. É mais utilizada para fritar, salada e, para os fortes, purê! 😉

Por último, a Overa – A mais bonitinha, também com leve gosto de alcachofra, não chega a ser uma batata arenosa, mas também não prestou para purê. Gostosa demais, é amarela, com um círculo de pitinhas roxas junto à casca e algumas outras espalhadas pela polpa.

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Depois, lembrei que já havia experimentado todas elas como chips, e JURAVA que havia comido abobrinha rsss

Enfim, cada dia é uma coisa a mais que aprendemos, o que faz desse período longe de casa altamente produtivo!

 

Os Chips!

Os Chips!!! Michuñe, michuñe negra y overa.

 

Inté!

 

 

E há atividade na cozinha!!! * Receita *

Feriado muito (MUITO) frio, chuva, granizo e uma vontade de comer algo diferente…

Pastel de banana, brigadeiro, bolo de cenoura, cocada, coisas do Brasil, sabe? É que aqui não é lá muito fácil encontrar doces brasileiros então, quando a vontade bate, vem com força! E não há Lindt que resolva 😉

Então, depois de muito fuçar a despensa, encontrei um pote de pasta de amendoim low-fat pelo qual ninguém aqui se apaixonou, quase fazendo aniversário, olhei pro lado e ví duas bananas com a casca marrom e… Santa Nigella! Lembrei dos cupcakes de pasta de amendoim! Mas, não tinha forminhas de cupcakes e resolví criar um bolo.

Bolo de Banana com Pasta de Amendoim!

O bolo

O bolo

Ingredientes:

1 1/2 xícara de farinha de trigo

1 colher de sopa de fermento

8 cls sopa de açúcar

1 pitada de sal

1 ovo

1 1/2 xícara de leite

4 colheres de sopa bem cheias de pasta de amendoim

2 bananas amassadas

1/4 xícara de manteiga derretida

Forma de bolo inglês, untada com manteiga e farinha.

 

O “modus operandi” é o básico… Juntar os ingredientes secos, peneirados, adicionar os líquidos, mexer com um fouet ou colher de pau até ficar bem homogêneo e, em seguida acrescentar a pasta de amendoim e dar uma outra mexida para incorporar – não homogeneizar, apenas incorporar tá?

Se você quiser um bolo mais light pode troca a farinha por farinha integral, leite desnatado e pasta de amendoim light/low fat/ sugar free. Como não tinha farinha integral, ficou semi-light!

Coloquei na forma de bolo inglês, por ser a menor, e assei em forno médio por 40 minutos.

Ficou melhor que a encomenda e, ajudou a esquecer dos sabores do Brasil por algumas semanas!!!

 

E agora é só esperar o frio chegar.

 

=)

Páscua no Sul do Chile…

Então que resolvemos aproveitar o feriado da Semana Santa, pegamos o carro e caímos na estrada. Costanera e Ruta 5 Sur atéééééé nosso destino.

Fomos até Puerto Montt, cidade ao sul do Chile (cerca de 1000km de Santiago). Saímos na quinta, por volta das 15h, dormimos em Los Angeles e, sexta-feira, já no circuito dos lagos, aproveitamos para conhecer um pouco da Ruta de Los Lagos (Llanquihue y Todos los Santos). Há uma avenida que circunda todo o LLanquihue e dá para fazer todo o circuito em um dia, parando para visitar as muitas cidadezinhas, cachoeiras, miradores e claro, as grandes estrelas da região, os vulcões. Só para ter uma idéia, o Chile possui 69 vulcões, 36 dos quais ativos e, 12 só na região de los Lagos. É…  No Llanquihue, temos acesso a três deles: Osorno, Cabulco (ativos) e Puntiagudo (inativo).

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Antes de irmos para Purto Montt, resolvemos parar em Frutillar, colônia alemã beeem na beira do lago, simplesmente linda! Casinhas de madeira, com a arquitetura alemã, restaurantes de comida típica e, nos tradicionais kioskos, em vez das empanadas e queques… küchens, Wursts e cerveja! Tudibom. Chegamos com o dia nublado, mal dava para ver o outro lado do lago, mas depois que almoçamos no Club Alemán, o sol deu uma saída e nos proporcionou fotos legais.

Em matéria de artesanato, não vimos nada de interessante, não. Até porque era sexta-feira da paixão e só uma lojinha estava aberta, ou seja, nem deu para comparar preços, mas do que ví, já valia a pena (Apesar de Amore discordar com veemencia rsss).

Demos uma caminhada pela cidade, descobrimos o Teatro Del Lago (um teatro de madeira flutuante) – uma das construções mais bonitas que já vimos. Não tivemos chance de entrar, mas o que vimos por fora nos deixou boquiabertos.

Club Alemán

Club Alemán de Frutillar… Um dos melhores restaurantes de comida alemã que conheci.

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Uma escola de Frutillar

 

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Teatro del Lago.

Saímos de Frutillar e fomos para nosso destino: Puerto Montt.

Como o próprio nome diz, Puerto Montt é um porto e  sua principal fonte de renda é a pesca, principalmente o salmão das águas geladas dos rios e lagos e os zilhões de mariscos do mar. Para quem curte, prato cheio!

A cidade em sí não tem lá muitos atrativos e, como estamos num outono beeem frio, a partir das 17h, as casas acendem as lareiras e, às 19h, é impossível andar ao ar livre – o cheiro de madeira queimada toma conta da cidade. Uma pena. Saímos para dar uma caminhada, ver o artesanato local e visitar o Mercado  Angelmó (Colônia de pescadores) mas, não deu. Meia hora depois estávamos “defumados” e com os olhos ardendo. Ciça comeu uma Soipapilla no mercado,  Amore se encantou por uma centolla, mas só ficou no namoro mesmo!

 

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Barquinhos fofos, ao fim do dia.

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O porto, com um dos vulcões ao fundo.

Sábado pela manhã acordamos cedo com a grata temperatura de 1 grau (brincadeira, tava frio MESMO) e fomos direto para Puerto Varas, a segunda maior cidade da região. Também de colonização alemã, a cidade é uma fofura. Fica à beira do lago e, foi nosso ponto de partida para o circuito dos lagos.

Primeira parada: Puerto Varas. Mais uma cidade de colonização alemã, mas mais discreta que a irmã Frutillar.

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No topo do mundo!!!

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Panoramica do lago.

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Na estação de esqui.

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O topo da cratera e um monumento aos alpinistas mortos.

 

Ciça e eu decidimos subir no teleférico até o topo do vulcão e a viagem inteira dura 1:30h e faz MUITO frio. Principalmente no segundo trecho que vai até o topo. Mamãe aqui se preocupou com a Ciça (gorro, luva e cachecol) e se esqueceu do próprio e, não conseguimos ficar muito tempo lá em cima, infelizmente.  Mas os poucos minutos valeram muito a pena.

Descemos e seguimos viagem para Petrohué, para conhecer os saltos de Petrohué e o Lago de Todos los Santos. O rio é lindo e o lago idem, mas, depois do vulcão e de conhecer alguns dos maiores rios e quedas d’água do mundo Brasil, não achamos muita graça, não.

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Voltamos a Puerto Montt e fomos jantar no Horno del Peppe. Casa de carnes deliciosas, com decoração ímpar e atendimento impecável.

Domingo de Páscoa, acordamos cedo e voltamos pra casa =)  Aqui no Chile, em vez dos grandes (e caros) ovos de Páscoa que temos no Brasil, o que mais se encontra são os coelhinhos de chocolate (de várias cores, procedência, tamanhos e marcas – Lindt, Dove, Mars, Guillián) e caixinhas de mini-ovinhos de várias marcas, cores e sabores. O Coelhinho também passa por aqui, deixando seus ovinhos e a Ciça adorou seu KinderOvo (detalhe, pagamos 1/3 do preço do ovo no Brasil. E o ovo era Made in Brasil – vai entender?)

O legal de fazer esta viagem de carro é acompanhar como a paisagem vai mudando aos poucos… No sul, florestas, bosques, pinheiros, álamos e muitos rios. À medida que vamos chegando ao norte, a paisagem vai mudando, os rios secando e a vegetação desértica reina.

Passeio mega-recomendado!!!

E que venha a próxima viagem, folks!