Sopa de Cebola

cofSopa de cebola é aquele clássico que, até que você prove, não tem idéia do quanto é bom! Eu mesma, levei um bom tempo até provar e, hoje, é a minha sopa favorita – nem a de abóbora com gorgonzola ganha.

Essa receita, veio de um restaurante francês, e, por incrível que pareça é muito fácil e rápida.

Para duas pessoas, como entrada:

2 cebolas grandes, cortadas ao meio e depois em fatias bem finas
50g de manteiga com sal
1/2 x de vinho tinto seco (usei cabernet sauvignon)
500ml de caldo de carne ou frango
1 cl de sopa de farinha de trigo
1 cl de sopa de molho inglês
sal e pimenta do reino moída na hora, a gosto
2 fatias de pão (pode ser baguette cortada da diagonal) e queijo gruyére.

Esquente uma panela de fundo grosso e, refogue a cebola na manteiga, até dourar. Mexa de vez em quando, até começar a escurecer. Adicione a farinha de trigo e deixe dourar um pouco mais. Adicione aos poucos o caldo, sem parar de mexer, até incorporar.

Adicione o vinho e o molho inglês, mexa e deixe apurar por uma meia-hora, mexendo de vez em quando. Faltando uns 10 minutos para servir, acerte o sal e deixe apurar um pouco mais.

Para servir, ou você pode colocar em ramequins individuais, com a fatia de pão como tampa e o queijo para dar aquela gratinada, ou, servi-la no pão italiano.

Bon apetit!

Torta trufada de chocolate com frutas vermelhas

11138647_945865948790852_354798407405749873_nE aproveitando os 10 anos de aniversário de casamento (sim, 10!!!), resolví fazer uma torta que é sucesso, sempre.

E já que aqui no Chile a gente consegue encontrar toda a variedade de frutos vermelhos, não pensei duas vezes nela, a famosa torta de chocolate com frutos vermelhos.

Ingredientes:

Massa:

200 g de biscoito amanteigado de chocolate
3 cls de manteiga sem sal derretida
1 cl de água fria

Recheio:

200 g de chocolate ao leite
200 g de chocolate meio-amargo (usei um 60% de cacau)
1 caixinha de creme de leite (usei light, mas não vai fazer a mínima diferença rsss)
2 cls de licor de sua preferência (desta vez usei vodka Absolut Berries)
30 gramas de manteiga sem sal, derretida,
1/2 caixa de morangos lavados.

Cobertura:
Morangos, frambuesas, mirtilos, groselhas
2cls de sopa de geléia de qualquer fruta vermelha

Modus Operandi
Triture os biscoitos em uma processadora ou liquidificador (na processadora fica mais fácil retirar depois), adicione a manteiga e a água até formar uma ‘farofa’ úmida. Forre o fundo e as laterais de uma forma desmontável de 20cm de diâmetro e leve ao forno pré aquecido por 10 minutos. Retire e reserve.

Para o recheio… Derreta todos os ingredientes do recheio (exceto os morangos) em banho maria, mexendo de vez em quando até homogeneizar (também pode usar o microondas, mas eu prefiro o banho para garantir que o chocolate não queime). Deixe esfriar e reserve.
Quando tudo estiver frio, adicione a metade do chocolate e espalhe. coloque cuidadosamente os morangos na forma e em seguida cubra com o restante do chocolate. Leve à geladeira por cerca de duas horas ou mais e, perto da hora de servir, derreta as duas colheres de geléia, espalhe sobre a torta (que deverá estar firme), e decore com as frutas.
Cuidado… é muito adictivo!
=D

E tem mais cozinha no blog! Bolo integral de maçã, mel e frutos secos. Nham nham

E não é que tenho andado inspirada na cozinha? ;-O bolo!)

Esta receita veio em uma das caixas-surpresa Fuud, mas não tinha tido tempo de fazer. Aproveitando o dia dos namorados aqui no Chile, e a onda de vontade de colocar o umbigo no fogão, resolví fazer o bolo.

Ingredientes

1 xícara de maçã em calda, picada em cubinhos
200 g de mel
1 cl de chá de mix de especiarias (cravo, canela, cardamomo)
1 xícara de frutas secas picadas
1 1/2 x de óleo (usei de milho)
1/4  x de manteiga derretida
3/4 x de açúcar demerara ou cristal
1 1/2 colher de café solúvel dissolvido em um pouco de água morna
1 1/4 x de farinha de trigo integral
1 colher de fermento
1 1/2 x de nozes ou amêndoas picadas
1 x de aveira em flocos

IMG_1432Bater em um processador a manteiga derretida, o mel, as maçãs, os ovos, óleo e os temperos. Processar até obter um creme (as maçãs se mantém em pedaçinhos). Incoporar o café

Em um bowl, misturar a farinha, fermento, aveia e juntar o conteúdo do processador. Mexer até ficar homogêneo, com uma colher mesmo. Por último, adicionar os frutos secos e as amêndoas ou nozes picadas ou moídas (usei picadas).

Untar uma forma com furo no meio com manteiga e farinha, colocar a mistura e levar a forno médio (cerca de 160 graus) por cerca de 40 minutos, ou até estar assado de acordo com o teste do palito.

Esperar esfriar para desenformar e, decorar com glacê de laranja (1x de açucar de confeiteiro e 2 cls de suco de laranja).

Se recomenda deixar o bolo descansar alguns dias, para a especiarias ‘liberarem seu sabor’, mas não rolou… rsss

Eu não sou fã de doce DOCE, e confesso que achei o bolo um pouco doce pro meu paladar. Nada que estrague o sabor, mas para mim, ficou doce. De repente, é uma boa reduzir a quantidade de açucar…

No resto, ficou muito bom!

=)

Cozinhando…. Tomaticán

TomaticánSempre que estou em um país novo, nova cultura, faço questão de provar o máximo de pratos típicos quanto seja possível, dentro dos meus limites, obvio. Tipo, nunca, jamais, em hipótese alguma vou comer gafanhoto, besouro, barata se for a Ásia assim como não como os mariscos esquisitos (e deliciosos, dizem) daqui do Chile.

E depois de quase dois anos por aqui, já consegui experimentar quase tudo e eleger meus favoritos. Este aqui, o Tomaticán, é um clássico chileno, leve e muito fácil de  fazer . É como um guiso, feito com cebola, tomte, carne e milho verde.

Normalmente se usa carne picada, mas como eu tinha um restinho de carne moída na geladeira, foi ela mesma.

Você vai precisar de:

Ingredientes
2 cebolas picadinhas
250 g de carne cortada em tirinhas
2 xícaras de milho verde
4 tomates
Sal, pimenta do reino, orégano

Aqueça num frigideira, um pouco de azeite e doure a carne. Acrescente a cebola e deixe cozinhar.
Assim que ficar molinha, quase transparente, acrescente o tomate, os temperos e tampe a frigideira em fogo baixo, deixando o tomate cozinhar até amolecer (mais ou menos 10 minutos).

Acrescente o milho, deixe amolecer um pouco (com a panela tampada, para não perder o caldo) e, voilá!

Ah sim, existe a versão vegetariana, sem carne!

Sirva em prato fundo, com torradinhas!

 

=)

Comendo fora em Santiago (parte II, Italianos)

Quem quer comer comida italiana de boa qualidade aqui em Santiago, com certeza não vai morrer de fome.

A cada semana abre um bom restaurante, com uma boa carta e menu de tirar o chapéu.

Aqui, deixo três dicas, para programas distintos, na mesma faixa de preço.

Le Due Torri – Borde Rio, Providencia e Costanera Mall

IMG_0082Dos três, é o mais badalado, em três endereços, sendo que a minha escolha é o do Borde Río. O de Providência é o mais antigo e, o do Shopping Costanera, o menos melhor rsss. Já perdí as contas de quantas vezes fui e sempre, SEMPRE, saí satisfeita com meu prato (sempre escolho algo novo). A especialidade da casa é a enorme seção do menu dedicado às pastas de fabricação própria (o chef fica dentro de um “aquário” recheando raviólis e panzottis e fazendo a alegria da criançada). A carta de vinhos é bem ampla e, todos os garçons estão aptos a harmonizar o seu pedido. Os pratos normalmente são BEM caprichados e, se pedirem entrada, dá para dividir entre duas pessoas, tranquilamente. As sobremesas também são muito boas, mas estas eu não divido! Não dá para recomendar UM prato, mas vou tentar… O  fetuccini blanco y negro com molho de vodka e centolla; Spagheti al fileto (com molho de creme fresco e vinho e tirinhas de carne); Risoto do bosque (com três tipos de cogumelos) ou o filé Due Torri, com molho de blueberries e bacon. Muito, muito bom!

Amicci – Av. Apoquindo, 7741 – Las Condes

10687028_870993726267161_5861385132624415149_nRecém remodelado em Las Condes, esse restaurante vem de uma família tradicional da gastronomia italiana no Chile. Fomos pela primeira vez com uma amiga e crianças e saímos muito, MUITO satisfeitos. Vários ambientes, decoração clean e garçons super atenciosos sempre atentos. Pedimos uma entrada-degustação de presuntos italianos e Grana Padano com mel de humo, maravilhoso. De prato principal, meu marido pediu uma costela ao vinho, com polenta; eu pedi um gnocchi de espinafre com queijo mascarpone, nossa amiga um ravioli de caranguejo com funghi e, um prato de fetuccini al fileto para comprartir entre as crianças. MARAVILHOSO. Mesmo. De sobremesa, pedimos um trio degustação, com Panna Cota, torta mil-folhas de doce de leite e tiramisú. Pergunta se queremos voltar? =)

Emporio Armani Café – Shopping Parque Arauco

armani1Não se deixe enganar pelo nome e localização deste pequeno restaurante/café. Está no chamado Distrito de Luxo do Parque Arauco e é, sem dúvidas, o melhor para um jantar com amigos ou uma parada para uns drinks. Também está na lista dos restaurantes que sempre regresso e nunca me arrependo. Recomendo os risottos (frutos do mar para quem curte as conchinhas, funghi para quem, como eu, não.) e também as pastas com seus molhos super elaborados. Ainda não tive oportunidade de pedir as carnes, mas o que vejo sair da cozinha me deixa com água na boca. Uma outra pedida, aqui, é chegar no fim de tarde, depois de fazer compritchas no shopping, pedir um dos driques a base de champagne, uma cerveja beem gelada (radidade em Santiago) ou apenas um café e relaxar de frente para a praça de alimentação externa do mall.

Em um outro post, vou falar de carne.

Sim, não sou a melhor referência em mariscos, mas tenho algumas dicas também rsss

=)

Há atividade na cozinha II *Batatas do sul do Chile*

ImageUma das coisas mais legais em morar num outro país é ter acesso a uma diversidade de produtos que nem sequer imaginávamos que existiam! Temperos, frutas, legumes, sem mencionar os pratos típicos, claro.

Aqui no Chile, digo que cada ida ao mercado é uma experiência distinta.

Ainda não tive saco de ir à Vega (mercado central onde se reúnem feirantes do Chile, Perú e norte da Argentina) onde, dizem, é possível encontrar de tudo um pouco.  😉

Mas, uma ida à vendinha local, ou a um bom supermercado já apresenta muitas novidades!

Dessa vez resolví experimentar as batatas do sul do Chile.

Bom, aparências à parte, elas são uma delícia!

Comprei 3 (achei que eram 4, mas no fim duas eram da mesma “raça”. Overa, Michuñe negra e michuñe roja.

Cozinhei as três, com um pouquinho de sal, e vamos ao veredicto rsss

Michuñe Roja – por fora lembra a batata doce, casca rosada, tem o sabor levemente adocicado, mas a consistência aguada. É a mais usada aqui para fazer doces e servir em saladas, cozidas. Não me agradou muito, não, ainda prefiro a camote, ou batata-doce tradicional.

Michuñe Negra – Na boa, uma das coisas mais feias que já ví na vida. Mesmo. A Ciça disse que parece cocô e, na boa, não dá para discordar, não. Mas… Acabou se tornando a minha favorita das três! Seu sabor lembra alcachofra, mas com textura de batata inglesa. Quando se corta, é algo indescritível, pois é toda amarela pintada de roxo e, quando cozida, fica toda roxa, ou seja, não rola de servir um purê de batatas roxas, please. É mais utilizada para fritar, salada e, para os fortes, purê! 😉

Por último, a Overa – A mais bonitinha, também com leve gosto de alcachofra, não chega a ser uma batata arenosa, mas também não prestou para purê. Gostosa demais, é amarela, com um círculo de pitinhas roxas junto à casca e algumas outras espalhadas pela polpa.

Image

Depois, lembrei que já havia experimentado todas elas como chips, e JURAVA que havia comido abobrinha rsss

Enfim, cada dia é uma coisa a mais que aprendemos, o que faz desse período longe de casa altamente produtivo!

 

Os Chips!

Os Chips!!! Michuñe, michuñe negra y overa.

 

Inté!

 

 

E há atividade na cozinha!!! * Receita *

Feriado muito (MUITO) frio, chuva, granizo e uma vontade de comer algo diferente…

Pastel de banana, brigadeiro, bolo de cenoura, cocada, coisas do Brasil, sabe? É que aqui não é lá muito fácil encontrar doces brasileiros então, quando a vontade bate, vem com força! E não há Lindt que resolva 😉

Então, depois de muito fuçar a despensa, encontrei um pote de pasta de amendoim low-fat pelo qual ninguém aqui se apaixonou, quase fazendo aniversário, olhei pro lado e ví duas bananas com a casca marrom e… Santa Nigella! Lembrei dos cupcakes de pasta de amendoim! Mas, não tinha forminhas de cupcakes e resolví criar um bolo.

Bolo de Banana com Pasta de Amendoim!

O bolo

O bolo

Ingredientes:

1 1/2 xícara de farinha de trigo

1 colher de sopa de fermento

8 cls sopa de açúcar

1 pitada de sal

1 ovo

1 1/2 xícara de leite

4 colheres de sopa bem cheias de pasta de amendoim

2 bananas amassadas

1/4 xícara de manteiga derretida

Forma de bolo inglês, untada com manteiga e farinha.

 

O “modus operandi” é o básico… Juntar os ingredientes secos, peneirados, adicionar os líquidos, mexer com um fouet ou colher de pau até ficar bem homogêneo e, em seguida acrescentar a pasta de amendoim e dar uma outra mexida para incorporar – não homogeneizar, apenas incorporar tá?

Se você quiser um bolo mais light pode troca a farinha por farinha integral, leite desnatado e pasta de amendoim light/low fat/ sugar free. Como não tinha farinha integral, ficou semi-light!

Coloquei na forma de bolo inglês, por ser a menor, e assei em forno médio por 40 minutos.

Ficou melhor que a encomenda e, ajudou a esquecer dos sabores do Brasil por algumas semanas!!!

 

E agora é só esperar o frio chegar.

 

=)